Comprador analisando maquete de condomínio com ícones de alerta ao redor

7 erros comuns ao comprar imóvel na planta e como evitar

8.08.26

Comprar um imóvel na planta costuma atrair por um motivo simples. O valor de entrada e das parcelas durante a obra tende a caber melhor no orçamento. Isso aparece em matérias sobre preço inicial mais acessível e riscos do imóvel na planta e também nos cuidados ligados a prazo, contrato e garantias. Ainda assim, o que parece uma boa oportunidade pode virar dor de cabeça quando a compra é feita sem atenção.

Nós vemos isso com frequência na Maviene Advogados. Muitas famílias chegam animadas no começo, mas depois enfrentam atraso de obra, cláusulas pesadas, cobrança que não esperavam ou até entrega diferente do prometido. O problema, quase sempre, começa antes da assinatura.

O erro raro é só um. Os pequenos descuidos é que pesam.

Neste artigo, vamos mostrar sete falhas comuns e como agir para evitá-las de forma mais segura.

1. Comprar apenas pela parcela

Esse é um dos erros mais vistos. A pessoa olha a entrada, compara o valor mensal e pensa: cabe no bolso. Só que a compra de imóvel na planta não se resume à parcela da obra.

O custo real inclui taxas, correção, evolução do saldo e despesas futuras que nem sempre ficam claras na conversa inicial.

Quando olhamos só para a parcela, deixamos de lado pontos como:

  • Correção monetária durante a obra;
  • Custos com documentação;
  • Juros em certas etapas da contratação;
  • Valor das parcelas intermediárias ou anuais;
  • Impacto do financiamento depois da entrega das chaves.

Já houve aumento expressivo de reclamações sobre esse tipo de compra, com destaque para cobranças indevidas, cláusulas abusivas e atrasos, conforme mostrou um levantamento sobre queixas na compra de imóveis na planta.

Como evitar? Nós orientamos a pedir uma simulação completa, por escrito, com todos os valores previstos do início ao fim. Se a conta final ficar confusa, pare e revise antes de seguir.

2. Não ler o contrato com calma

Sabemos como isso acontece. A visita foi boa, a unidade agradou, a conversa fluiu e, de repente, chega a hora de assinar. Nessa fase, muita gente confia mais no que ouviu do que no que está no papel.

Isso é arriscado.

O contrato é o documento que define direitos, prazos, multas, forma de pagamento e regras de rescisão.

É nele que podem aparecer cláusulas sobre tolerância de atraso, retenções em caso de distrato, índice de correção e deveres do comprador. Nós sempre sugerimos atenção maior aos seguintes pontos:

  • Prazo de entrega da obra e eventual período de tolerância;
  • índice de correção das parcelas e do saldo;
  • Regras de multa por desistência;
  • Descrição da unidade, metragem e acabamento;
  • Condições para financiamento e entrega das chaves.

Se você quiser entender melhor esse tema, vale ler nosso conteúdo sobre rescisão contratual de apartamento na planta, que ajuda a visualizar o peso dessas cláusulas quando surgem problemas.

Contrato de compra de imóvel na planta sobre mesa com plantas e calculadora

3. Ignorar o histórico da construtora e da incorporação

Nem toda compra começa no decorado. Ela começa na checagem. Ver o material publicitário é útil, mas não basta.

Antes de fechar negócio, nós recomendamos verificar a documentação do empreendimento, o memorial de incorporação, o estágio da obra e o histórico de entregas da empresa. Não é excesso de cuidado. É prevenção.

Checar a regularidade da incorporação ajuda a reduzir o risco de surpresas jurídicas e atrasos.

Também vale pesquisar se houve reclamações recorrentes sobre entrega fora do padrão, demora excessiva ou cobrança contestada. Essa análise evita uma compra feita no impulso. Em nosso artigo sobre riscos na compra de imóveis e como evitar prejuízos, mostramos sinais que merecem atenção antes da assinatura.

4. Não guardar provas da oferta

Muitas decisões de compra nascem de uma promessa comercial. Vista livre, área de lazer completa, metragem, padrão de acabamento, prazo de entrega, vaga determinada. O problema aparece quando algo disso não entra no contrato ou não corresponde ao que foi prometido.

Nós já vimos casos em que o comprador confiou apenas no que ouviu no estande. Depois, ao receber o imóvel, percebeu diferença no acabamento, na disposição ou até em itens anunciados.

O que foi prometido precisa ser comprovado.

Por isso, orientamos guardar:

  • Folders e materiais publicitários;
  • Prints de anúncios e mensagens;
  • E-mails e propostas comerciais;
  • Versões do memorial descritivo;
  • Comprovantes de pagamento e recibos.

Se houver divergência entre o entregue e o contratado, esse material faz diferença. Para aprofundar, indicamos nosso conteúdo sobre imóvel entregue diferente da planta e do contrato.

5. Desconsiderar o risco de atraso na obra

Muita gente compra pensando em uma data específica. Casamento, mudança da família, saída do aluguel, nascimento de filho. Quando a obra atrasa, a vida financeira e emocional fica apertada.

O atraso é um dos pontos mais sensíveis nessa modalidade. E ele não pode ser tratado como detalhe. Há contratos que preveem prazo de tolerância, mas isso não significa aceitar qualquer demora sem avaliar seus efeitos.

Como evitar? Nós sugerimos confirmar o cronograma, pedir informações sobre o estágio do empreendimento e ler com atenção a cláusula de entrega. Também é recomendável manter reserva financeira para imprevistos. Isso reduz o impacto se a posse não ocorrer na data esperada.

Quando o atraso já aconteceu e o comprador não quer mais seguir com o negócio, a análise do caso muda. Nessa fase, pode ser útil entender o cenário de construtora que não aceita o distrato do apartamento na planta.

Prédio em construção com obra atrasada e calendário em destaque

6. Acreditar que distrato é simples e automático

Às vezes o comprador quer desistir porque perdeu renda. Em outros casos, a obra atrasou, surgiram cobranças altas ou o imóvel deixou de fazer sentido. A ideia de romper o contrato parece fácil. Na prática, nem sempre é.

Distrato de imóvel na planta exige leitura do contrato, cálculo de valores e avaliação do motivo da rescisão.

Dependendo do caso, pode haver discussão sobre retenção, devolução de quantias pagas e multa. Em nossa experiência na Maviene Advogados, muitos consumidores só procuram ajuda depois de aceitar condições desfavoráveis por cansaço ou falta de informação.

Para quem está nessa situação, faz sentido conhecer melhor a negociação de multa na rescisão do imóvel na planta. Isso ajuda a entender o que pode ser questionado.

7. Deixar a revisão jurídica para depois

Esse é o erro final. E costuma amplificar os outros seis.

Muita gente só busca orientação quando o problema já se instalou. Atraso confirmado, cobrança inesperada, contrato duro, imóvel diferente, recusa de distrato. Nessa altura, ainda há caminhos, claro. Mas o custo emocional costuma ser maior.

Nós defendemos uma postura simples: revisar antes. Uma análise prévia do contrato e da documentação pode apontar falhas, riscos e pontos de negociação. Isso não trava a compra. Pelo contrário. Dá mais clareza para decidir.

Quando o comprador entende o negócio antes de assinar, ele se protege melhor. E se a compra já deu errado, o atendimento direto e sem burocracia da Maviene Advogados pode ajudar a avaliar soluções em casos de rescisão, distrato e problemas com imóvel na planta.

Conclusão

Comprar imóvel na planta pode ser uma boa escolha, desde que a decisão seja feita com cuidado. Os erros mais comuns nascem da pressa, da confiança excessiva na promessa verbal e da falta de leitura detalhada. Quando olhamos preço, prazo, contrato, histórico do empreendimento e provas da oferta, diminuímos bastante o risco de prejuízo.

Se você está pensando em comprar, ou se já comprou e percebeu sinais de problema, vale conhecer melhor o trabalho da Maviene Advogados para entender quais medidas podem ser tomadas no seu caso.

Perguntas frequentes

Quais os riscos de comprar imóvel na planta?

Os riscos mais comuns são atraso na entrega, cobrança acima do esperado, cláusulas desequilibradas, mudança no padrão prometido e dificuldade para rescindir o contrato. Também pode haver impacto financeiro se o comprador não considerar correções e custos futuros desde o início.

Como evitar atraso na entrega do imóvel?

Nós orientamos verificar o histórico de entregas da empresa, ler a cláusula de prazo com atenção, checar o memorial de incorporação e acompanhar a evolução da obra. Também ajuda manter toda a comunicação por escrito e guardar materiais do empreendimento.

O que analisar no contrato de compra?

Devem ser observados prazo de entrega, período de tolerância, índice de correção, forma de pagamento, multa por atraso, regras de distrato, descrição da unidade e do acabamento, além das condições para financiamento e posse. Se houver linguagem confusa, a revisão prévia é recomendável.

É seguro financiar imóvel na planta?

Pode ser seguro, desde que o comprador entenda todas as etapas do pagamento. O ponto mais sensível é não assumir parcelas e financiamento sem avaliar renda, correção monetária, custos de documentação e valores após a entrega das chaves. Segurança, aqui, depende de planejamento e informação clara.

Como escolher uma construtora confiável?

Nós sugerimos verificar a regularidade da incorporação, o histórico de obras entregues, a reputação em reclamações recorrentes, a clareza do contrato e a consistência das informações comerciais. Também é útil confirmar se o que foi prometido está documentado no material do empreendimento.

O texto apresentado tem caráter meramente didático, informativo e ilustrativo, não representando consultoria ou parecer de qualquer espécie ou natureza. O tema comentado é público e os atos processuais praticados foram publicados na imprensa oficial. O artigo e as informações apresentadas estão em conformidade com a lei nº 13.709 – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), e o Provimento 205/2021 da Ordem dos Advogados do Brasil.

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